Análise JN: Chega ao fim o sumiço de Fabrício Queiroz
Análise JN: Chega ao fim o sumiço de Fabrício Queiroz

Por Clara Câmara
19/06/2020 -

O Jornal Nacional desta quinta-feira (18) repercutiu dois acontecimentos que estremecem o governo do presidente Jair Bolsonaro: a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e a demissão do Ministro da Educação Abraham Weintraub.

Fizemos um resumo com alguns pontos importantes de serem observados nessa cobertura. Mais detalhes sobre essa edição do #JN estarão no nosso Boletim de Junho do #Manchetômetro.

Em relação à prisão de Queiroz, o JN apresentou oito matérias, todas sequenciadas. Juntas, somaram quase 40 minutos. Para comparação, o primeiro bloco do JN, dedicado aos dados sobre a pandemia de COVID-19, durou apenas 6 minutos.

Cinco reportagens retomaram detalhes das acusações que circundam Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro. Nas duas últimas, sobre as reações de políticos aliados e de oposição ao governo, as únicas falas que aparecem em defesa do governo vêm do PSL. Apesar de ser o segundo maior partido da Câmara, ter enfrentado Bolsonaro no segundo turno das eleições e ser o principal partido de oposição ao governo Bolsonaro, no Congresso e fora dele, o PT não aparece em nenhum momento – nem em falas de entrevistados, nem em menções do JN.

Há ainda duas matérias no bloco do jornal que trazem questões negativas para o governo. Uma sobre o inquérito das Fake News, que ocorre no STF e outra sobre a Medida Provisória assinada por Bolsonaro, que altera regras de transmissão para partidas de futebol.

Weintraub

O Jornal Nacional dedicou três reportagens à demissão de Abraham Weintraub, sendo duas seguidas. Nelas, o JN resume a trajetória do ex-ministro da Educação, destacando programas criados por Weintraub que não decolaram, relembrando os erros de português cometidos por ele, a fala na reunião ministerial, quando o ex-ministro afirmou que, se dependesse dele, prenderia vagabundos, começando pelo STF; além de sua participação em manifestação de apoiadores do presidente contra o STF: “sem máscara, distribuindo abraços, tirando fotos e provocando aglomeração”.

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